REFLEXÃO
O Porco Espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
O Aço
Um ferreiro, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos, trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas apesar de toda a sua dedicação nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário, seus problemas e dívidas se acumulavam cada vez mais.Uma bela tarde, um amigo que o visitava - e que se compadecia de sua situação difícil - comentou:
- É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.Eis o que disse o ferreiro:
- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espada. Você sabe como é feito? Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que ela fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico vários golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo ela é mergulhada num balde de água fria, e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:
- Às vezes, o aço chega até minhas mãos e não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria termina por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
- Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceitado as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.
- É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.Eis o que disse o ferreiro:
- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espada. Você sabe como é feito? Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que ela fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico vários golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo ela é mergulhada num balde de água fria, e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:
- Às vezes, o aço chega até minhas mãos e não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria termina por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
- Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceitado as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.
A Carroça
Certo dia, o pai caminhava pelo bosque com o filho e de repente disse: Vem vindo uma carroça.
O menino, surpreso, disse-lhe: Escuto o barulho do vento nas folhas das árvores, o canto dos pássaros, mas não ouço nenhuma carroça.
Tente apurar os ouvidos e veja se consegue escutar, disse o pai.
E o menino, após alguns segundos de concentração, finalmente escutou: Sim, pai, ouço o barulho de uma carroça.
Muito bem, é o barulho de uma carroça vazia-afirmou o pai.
O menino ficou mais uma vez surpreso.
Como o pai podia saber, que a carroça estava vazia, sem ao menos vêla?
E perguntou-lhe: Como o senhor pode saber, que está vazia?
É fácil perceber, pelo barulho que ela faz, respondeu o pai.
Quanto mais vazia, maior é o barulho.
Assim são também as pessoas, meu filho.
Quanto mais falam, mais agridem os outros e não param para escutar, mais vazias são.
O menino cresceu e levou consigo este importante ensinamento: Fale pouco, ouça mais, aprenda sempre.
Mantenha o equilíbrio e a serenidade em qualquer situação.
Cuidado para não ser uma carroça vazia.
A Vaca
Um sábio mestre e seu discípulo andavam pelo interior do país há muitos dias e procuravam um lugar para descansar durante a noite.
Avistaram, então, um casebre no alto de uma colina e resolveram pedir abrigo àquela noite.
Ao chegarem ao casebre, eles foram recebidos pelo dono, um senhor maltrapilho e cansado.
Ele os convidou a entrar e apresentou-os à sua esposa e seus três filhos.
Durante o jantar, o discípulo percebeu que a comida era escassa até mesmo para somente os quatro membros da família e ficou penalizado com a situação.
Olhando para aqueles rostos cansados e subnutridos, perguntou ao dono como eles se sustentavam.
O senhor respondeu:
- Está vendo àquela vaca lá fora? Dela tiramos o leite que consumimos e fazemos queijo. O pouco de leite que sobra, trocamos por outras mercadorias na cidade. Ela é nossa fonte de renda e de vida. Conseguimos viver com o que ela nos fornece.
O discípulo olhou para o mestre que jantava de cabeça baixa e terminou de jantar em silêncio.
Pela manhã, o mestre e seu discípulo levantaram antes que a família acordasse e preparavam-se para ir embora quando o discípulo disse:
- Mestre, como nós podemos ajudar essa pobre família a sair dessa situação de miséria?
O mestre então falou:
- Quer ajudar essa família? Pegue a vaca deles e empurre precipício abaixo.
O discípulo espantado falou:
- Mas a vaca é a única fonte de renda da família, se a matarmos eles ficarão mais miseráveis e morrerão de fome!
O mestre calmamente repetiu a ordem:
- Pegue a vaca e empurre-a para o precipício.
O discípulo indignado seguiu as ordens do mestre e jogou a vaca precipício abaixo e a matou.
Alguns anos mais tarde, o discípulo ainda sentia remorso pelo que havia feito e decidiu abandonar seu mestre e visitar àquela família.
Voltando a região, avistou de longe a colina onde ficava o casebre, e olhou espantado para uma bela casa que havia em seu lugar.
- De certo, após a morte da vaca, ficaram tão pobres e desesperados que tiveram que vender a propriedade para alguém mais rico. - pensou o discípulo.
Aproximou-se da casa e, entrando pelo portão, viu um criado e lhe perguntou:
- Você sabe para onde foi à família que vivia no casebre que havia aqui?
- Sim, claro! Eles ainda moram aqui, estão ali nos jardins. - disse o criado, apontando para frente da casa.
O discípulo caminhou na direção da casa e pôde ver um senhor altivo, brincando com três jovens bonitos e uma linda mulher. A família que estava ali não lembrava em nada os miseráveis que conhecera tempos atrás.
Quando o senhor avistou o discípulo, reconheceu-o de imediato e o convidou para entrar em sua casa.
O discípulo quis saber como tudo havia mudado tanto desde a última vez que os viu.
O senhor, então, falou:
- Depois daquela noite que vocês estiveram aqui, nossa vaquinha caiu no precipício e morreu. Como não tínhamos mais nossa fonte de renda e sustento, fomos obrigados a procurar outras formas de sobreviver.
Descobrimos muitas outras formas de ganhar dinheiro e desenvolvemos habilidades que nem sabíamos que éramos capazes de fazer.
E continuou:
- Perder aquela vaquinha foi horrível, mas aprendemos a não sermos acomodados e conformados com a situação que estávamos. Às vezes precisamos perder para ganhar mais adiante.
Só então o discípulo entendeu a profundidade do que o seu ex-mestre o havia ordenado fazer.
As Flores
"Mestre, queria lhe perguntar algo: como faço para não me aborrecer com as pessoas?
Algumas falam demais, outras são maldosas e invejosas. Algumas são indiferentes. Não gosto das que são mentirosas e sofro com as que caluniam".
"Viva como as flores", advertiu o mestre."
Mas como? Como é viver como as flores?", perguntou a jovem.
"Repare nestas flores" continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.
"Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
Não é sábio permitir que os erros e defeitos dos outros a impeçam de ser aquilo que Deus espera de você".
Precisamos entender que os defeitos deles, são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimentos. Exercitar a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores. Você não precisa focar nos erros alheios, justificando assim sua insatisfação com a vida e as circunstâncias.
Tire a boa parte do adubo que chega até você! Seja uma flor cujo aroma é agradável aos que estão ao seu redor. Exale esse bom perfume...Não deixe que o seu foco esteja no adubo.
A Faixa Preta
Imagine um lutador de artes marciais ajoelhado na frente do mestre sensei, numa cerimônia para receber a faixa preta obtida com muito suor. Depois de anos de treinamento incansável, o aluno finalmente chegou ao auge no êxito da disciplina.
“Antes que eu lhe dê a faixa você tem que passar por outro teste” , diz o sensei.
“Eu estou pronto”, responde o aluno, talvez esperando pelo último assalto da luta. “Você tem que responder à pergunta essencial: qual é o verdadeiro significado da faixa preta?”
“O fim da minha jornada“, responde o aluno, “uma recompensa merecida pelo meu bom trabalho”.
O sensei espera mais. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim, o sensei fala: “Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano.”
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do sensei.
“Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?”, pergunta o sensei.
“Ela significa a excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte.” responde o aluno.
O sensei não diz nada durante vários minutos, esperando. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim ele fala: ” você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano.”
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do sensei e mais uma vez o sensei pergunta: “qual é o verdadeiro significado da faixa preta?”
“A faixa preta representa o começo – o início da jornada sem fim de disciplina, trabalho e a busca por um padrão cada vez mais alto.” , responde o aluno.
“Sim. Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho!”
“O fim da minha jornada“, responde o aluno, “uma recompensa merecida pelo meu bom trabalho”.
O sensei espera mais. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim, o sensei fala: “Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano.”
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do sensei.
“Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?”, pergunta o sensei.
“Ela significa a excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte.” responde o aluno.
O sensei não diz nada durante vários minutos, esperando. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim ele fala: ” você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano.”
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do sensei e mais uma vez o sensei pergunta: “qual é o verdadeiro significado da faixa preta?”
“A faixa preta representa o começo – o início da jornada sem fim de disciplina, trabalho e a busca por um padrão cada vez mais alto.” , responde o aluno.
“Sim. Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho!”
O Coração e o Patins
– “ Nem sempre fui sozinha, tinha um emprego, tinha um lar , mas um dia o homem que eu gostava deixou de me amar , e quando a oportunidade apareceu de novo, eu desisti , deixei de confiar nas pessoas.”
– “ Desculpe –me mais isso tudo me parece uma atitude burra. Uma vez ganhei um par de patins , e veja o que aconteceu , fiquei com medo de usá-los pra não gastar , só usei no quarto umas 2 vezes , e o que aconteceu, depois de um tempo eles já não serviam mais.” - Kevin ( Macaulay Culkin)
– “ Mas os sentimentos das pessoas são diferentes de patins.”
– “É quase a mesma coisa , se não vai mais usar seu coração, que mal faz ele partir ou não, se não usar o seu coração 1 dia ele pode acabar como os patins, quando você decidir usar, não vai mais adiantar.Deveria correr esse risco, não tem nada a perder mesmo.”







Lindas reflexões
ResponderExcluirObrigado...em breve tem mais rs
Excluirhttps://sifhalibitkiler.blogspot.com.tr/2017/05/ahududu.html?m=1#more
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